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domingo, 16 de abril de 2023

A Evolução da Ciência

Eduardo Sanches 

16.04.23

Ciência: evolução constante em busca de conhecimento.

A ciência é uma das atividades mais antigas da humanidade. Desde tempos imemoriais, as pessoas observam o mundo ao seu redor e tentam entender como ele funciona. A evolução da ciência ao longo dos séculos tem sido um processo complexo e fascinante, marcado por descobertas revolucionárias e avanços significativos em diversas áreas do conhecimento. Neste texto, iremos explorar a evolução da ciência desde a Antiguidade até os dias atuais.


Antiguidade

A ciência na Antiguidade era profundamente influenciada pela religião e pela filosofia. Os antigos egípcios, por exemplo, desenvolveram conhecimentos avançados em matemática, astronomia e medicina, muitos dos quais eram usados em práticas religiosas. Os gregos também contribuíram significativamente para a ciência antiga, com nomes como Pitágoras, Euclides e Arquimedes que deixaram um legado duradouro em áreas como a geometria, a física e a matemática.


Idade Média

Durante a Idade Média, a ciência foi amplamente dominada pela Igreja Católica, e muitas ideias científicas foram rejeitadas como heréticas. No entanto, algumas áreas do conhecimento floresceram nesse período, como a medicina, a astronomia e a alquimia. A medicina árabe medieval, por exemplo, influenciou fortemente a medicina europeia posterior, enquanto a astronomia árabe fez importantes avanços no estudo dos movimentos dos corpos celestes.


Renascimento

O Renascimento marcou uma ruptura significativa com a tradição medieval e marcou o início da ciência moderna. Os cientistas renascentistas, como Galileu Galilei e Johannes Kepler, realizaram descobertas notáveis na astronomia e na física, desenvolvendo novas teorias sobre a natureza do universo e as leis que o governam. O Renascimento também foi um período de grande avanço na anatomia, com cientistas como Leonardo da Vinci e Andreas Vesalius realizando estudos pioneiros sobre a estrutura do corpo humano.


Idade Moderna

Durante a Idade Moderna, a ciência continuou a se desenvolver rapidamente, com descobertas em áreas como a química, a biologia e a geologia. O surgimento do método científico, que enfatizava a observação empírica, a experimentação e a formulação de hipóteses testáveis, permitiu que os cientistas fizessem avanços significativos em várias áreas do conhecimento.


Iluminismo

O Iluminismo foi um movimento intelectual que se desenvolveu na Europa durante o século XVIII. Ele enfatizava a razão e a observação empírica como formas de entender o mundo, e marcou um grande avanço para a ciência. O Iluminismo viu o surgimento de nomes importantes como Isaac Newton, que formulou as leis do movimento e da gravidade, e Carl Linnaeus, que desenvolveu a taxonomia moderna.


Século XIX

O século XIX foi marcado por uma série de avanços significativos na ciência, incluindo a descoberta da eletricidade e do magnetismo por Michael Faraday, a teoria da evolução de Charles Darwin e a descoberta das leis da termodinâmica por James Clerk Maxwell. Também foi um período de grandes descobertas na medicina, com o desenvolvimento de vacinas contra doenças como a varíola e o surgimento da bacteriologia.


Século XX

O século XX foi um período de avanços sem precedentes na ciência. A física, em particular, fez progressos significativos com a descoberta da relatividade e da mecânica quântica, que mudaram fundamentalmente nossa compreensão da natureza do universo. A biologia também fez avanços significativos, com a descoberta da estrutura do DNA por James Watson e Francis Crick em 1953.

Além disso, a tecnologia avançou rapidamente no século XX, tornando-se cada vez mais integrada com a ciência. O desenvolvimento de novas tecnologias, como computadores e a internet, permitiu que os cientistas coletassem, armazenassem e analisassem grandes quantidades de dados em um curto período de tempo.


Século XXI

No século XXI, a ciência continua a evoluir a uma taxa incrível. A pesquisa em áreas como a genética, a nanotecnologia e a inteligência artificial está mudando fundamentalmente a forma como entendemos o mundo e a nós mesmos. A ciência também está cada vez mais envolvida em questões globais, como a mudança climática e a segurança alimentar.

No entanto, apesar dos avanços significativos na ciência, há ainda muitas questões em aberto e desafios a serem enfrentados. Ainda há muito a aprender sobre a origem do universo, a natureza da consciência e a relação entre a mente e o corpo. Além disso, a ciência também enfrenta desafios em relação à ética e à responsabilidade social, como a segurança da tecnologia e a equidade no acesso aos benefícios da ciência.


Conclusão

A evolução da ciência ao longo dos séculos é um processo complexo e fascinante, marcado por descobertas revolucionárias e avanços significativos em diversas áreas do conhecimento. A ciência tem sido fundamental para a compreensão do mundo em que vivemos e tem desempenhado um papel cada vez mais importante na resolução de problemas globais. No entanto, a ciência também enfrenta desafios importantes em relação à ética e à responsabilidade social, e é importante que os cientistas trabalhem para garantir que a ciência seja usada para o bem da humanidade 

 

Teoria da Relatividade. Simples e descomplicada.

 




A teoria da relatividade é uma teoria científica proposta por Albert Einstein em 1905 a 1915, que revolucionou a forma de como entendemos o espaço, o tempo e a gravidade. Existem duas teorias da relativa: a teoria da relatividade especial e a teoria da relatividade geral. 

A teoria da relatividade especial, proposta em 1905, é baseada em dois postulados: o princípio da relatividade é a constância da velocidade da luz. O princípio da relatividade afirma que as leis da física são as mesmas para todos os observadores que se movem em linha reta com velocidade constante uns em relação aos outros. A constância da velocidade da luz afirma que a velocidade da luz no vácuo é sempre a mesma, independentemente da velocidade do observador ou da fonte de luz. 


A teoria da relatividade geral, proposta em 1915, expandiu a teoria da relatividade especial para incluir a gravidade. De acordo com a teoria, a gravidade não é uma força que atrai objetos um pelo outro, mas sim uma consequência da curvatura do espaço-tempo causada pela presença de massa e energia. A teoria da relatividade geral explicou várias anomalias na órbita do planeta Mercúrio, previu a presença de buracos negros e ondas gravitacionais e foi confirmada por várias observações e experimentos. 

A teoria da relatividade teve um impacto significativo em muitas áreas da física e da tecnologia, incluindo a física de partículas, a cosmologia, a tecnologia GPS e a energia Nuclear. Além disso, a teoria da relatividade têm implicações filosóficas e culturais, que mudaram a maneira como os seres humanos percebem o universo e seu lugar nele. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

James Webb enxerga o Passado

O que é “astronomia infravermelha”? Tecnologia que o James Webb usa para “ver” o passado.

Os equipamentos do telescópio captam a luz em um espectro invisível aos olhos humanos. Entenda como:


Muito se fala sobre o potencial que o Telescópio Espacial James Webb (JWST) tem de ver o passado. A explicação é sempre a mesma: seus equipamentos são capazes de enxergar no espectro infravermelho, o que permite que ele capte objetos que estão a mais de 13 bilhões de anos-luz da Terra. 

Mas fica aquela dúvida: o que significa exatamente esse “espectro infravermelho” e como o equipamento consegue tais imagens? A gente explica.

A radiação infravermelha nada mais é do que toda a radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 700 nanômetros e 1 milímetro. Sua frequência é menor que a luz visível, e por isso não conseguimos captá-la com nossos olhos. 

Na verdade, nós a sentimos como calor. Sabe aquelas câmeras noturnas que captam o corpo humano em tons de vermelho, amarelo, verde e azul? Elas enxergam essas as ondas no espectro infravermelho.

O Universo está em constante expansão. Sendo assim, as galáxias vão ficando cada vez mais distantes de nós, com o comprimento de onda esticando e entrando no infravermelho – fenômeno conhecido como redshift (desvio para o vermelho). 

Mas captar esse infravermelho direto da Terra não é tarefa fácil. A luz emitida pelos corpos celestes é parcialmente absorvida pelo vapor d’água na atmosfera terrestre. Para hackear o sistema natural, o James Webb foi lançado ao espaço. 

Também não basta que as câmeras sejam apenas colocadas em órbita. O telescópio precisa ter uma área de captura de luz extremamente grande. O JWST, por exemplo, tem um espelho de 25 m² e 6,5 m de diâmetro. 

 ? Pense, por exemplo, nas nebulosas. O novo maquinário é capaz de olhar através da poeira e gás, revelando o nascimento de estrelas, por exemplo. Com o telescópio, os cientistas poderão enxergar a formação de galáxias que ocorreu pouco após o Big Bang, 13,8 bilhões de anos atrás. 

James Webb dá Zoom até em galáxias distantes

 

Imagens captadas pelo telescópio mostram a Galáxia Cartwheel, a 500 milhões de anos-luz de distância

    Fonte:NASA

 Cartwheel Galaxy é a mais nova galáxia a receber a atenção do James Webb, o mais potente já construído. Em um vídeo da Agência Espacial Européia (AEE), em parceria com a NASA e a Agência Espacial Canadense, o telescópio mostra o percurso de aproximação do cosmos até a Galáxia Cartwheel, localizada a 500 milhões de anos-luz de distância.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

A estrela mais pesada da galáxia

 Com massa equivalente à 250 Sóis, a Estrela de Nêutrons foi apelidada pelos astrônomos de "Viúva Negra".


   
Foto: eli007/pixabay

Astrônomos da Universidade de Stanford informaram na terça-feira (26) que uma estrela de nêutrons descoberta em 2017, a mais pesada registrada até hoje, foi apelidada de “viúva negra” por ter destruído e consumido quase toda a massa de seu companheiro estelar. Por ter 2,35 vezes a massa do nosso Sol, ela é exemplo de como astros podem evoluir antes de se tornar um buraco negro e sugar tudo ao ser redor.

Quando um astro explode em uma supernova, seu núcleo magnetizado suga materiais de outras estrelas ao seu redor, como um ímã.  Enquanto isso, permanece em rotação constante, igual a uma lanterna de farol marítimo. Assim é formada uma estrela de nêutrons, conhecida também como “pulsar”.

domingo, 31 de julho de 2022

Conheça o telescópio Chinês Xuntian, o concorrente do James Webb

 

Novo telescópio espacial vai contar com câmera de 2,5 bilhões de pixels. Ao contrário do James Webb, Xuntian fará observações no espectro ultravioleta - e isso vai permitir que ele registre cantos diferentes do universo.


A China também está desenvolvendo o seu próprio "caçador de galáxias"

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Maior Reservatório de Água do Universo

Nasa/ESA

Cientistas da NASA e da ESA descobriram um quasar com o maior reservatório de água do Universo, descoberto até hoje, a mais de 12 bilhões de anos-luz de distância. Gás e poeira formam nuvens ao redor do buraco negro central do quasar. A água, em forma de vapor, equivale a 140 trilhões de vezes toda a água do oceano da Terra .

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Não Existe Paraíso! Diz Stephen Hawking


Stephen Hawking causou polêmica em uma entrevista ao jornal britânico “Guardian” ao dizer que não existe paraíso após a morte. Hawking, que tem a maior parte de seu corpo paralisado pela esclerose lateral amiotrófica, já havia afirmado no passado que não acredita na existência de Deus.
“Acredito que o cérebro é um computador que para de funcionar quando todos os seus componentes falham. Não existe nenhum paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pesssoas com medo do escuro”, disse o cientista.
“Tenho vivido com o prospecto da morte precoce pelos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não estou com pressa de morrer. Tenho muito que quero fazer antes”, disse ele.
Em 2010, Hawking recebeu críticas de líderes religiosos ao afirmar que não existia a necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. Na entrevista desta semana ao Guardian, ele disse que o “universo é governado pela ciência”. Como “conselho”, disse que a humanidade deve “procurar o maior valor para nossas ações”.
Hawking foi condecorado com a Ordem do Império Britânico em 1982 e foi honrado com 12 doutorados honoris causa.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fotógrafo Norueguês Capta 170 Horas De Imagens Da Via Láctea


O fotógrafo norueguês Terje Sørgjerd passou uma semana sobre a montanha mais alta da Espanha para captar imagens da paisagem local e da evolução diária da Via Láctea. A sequência de imagens captada ao longo de 170 horas foi montada no vídeo "A Montanha", que mostra a paisagem local e a Via Láctea com riqueza de detalhes, a uma altitude de 3.718 metros.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Galáxia Liberando Gases

O observatório espacial Herschel, da ESA, divulgou nesta segunda-feira a imagem que mostra o momento em que nuvens de gases moleculares é liberada do centro da galáxia.
A imagem é considerada única pelos astrônomos já que a velocidade do fenômeno é de mais de 1000Km/s, o que a torna difícil de ser captada. Segundo a ESA, isso equivaleria a ser dez mil vezes mais rápido do que um furacão no planeta Terra.

Herschel/ESA

Acredita-se que as estrelas são formadas a partir desses gases moleculares.
O ponto negativo desta imagem, é que como a galáxia está expulsando tamanha quantidade de gases moleculares, também está perdendo matéria-prima para a formação das mesmas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Teoria Da Relatividade De Einstein é Comprovada Pela NASA

Segundo Eintein, objetos como a Terra distorceriam o tempo e o espaço.
A Nave Gravity Probe B comprovou o efeito em órbita.
Testar as idéias do físico alemão era exatamente a missão da nave lançada em 2004. Os cientistas queriam saber se o espaço e o tempo realmente eram distorcidos perto de um corpo gravitacional, como é a Terra. Segundo as idéias de Einstein, conforme o planeta gira, ele puxa com ele tanto o tempo quanto o espaço.

Foto/NASA

Entenda:
“Imagine que a Terra está submersa em mel. Conforme o planeta gira, o mel gira com ele e é isso que acontece com o tempo e o espaço”, explica o autor principal do estudo, Francis Everitt, da Universidade Stanford.
Para fazer isso, a sonda usou em órbita quatro giroscópios, que medem a direção no espaço, apontados para uma estrela específica. Se a gravidade não afetasse o tempo e o espaço, eles ficariam sempre apontando a mesma direção. No entanto, houve movimentação, provando a teoria.
O projeto da Gravity Probe B é um dos mais antigos da ciência espacial, começando a ser desenhado em 1959 em Stanford, apenas quatro anos após a morte de Einstein.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Colisão entre Estrelas de Nêutrons



 

A colisão entre estrelas de nêutrons gera emissão de raios gama, o
processo dura apenas 35 milésimos de segundo.

O Vídeo abaixo mostra a simulação feita pela NASA.

Por meio de uma simulação feita por um supercomputador, cientistas comprovaram que a emissão de raios gama podem ser causadas pela colisão entre duas estrelas de nêutrons. Uma estrela de nêutrons é o que resta de uma estrela que entra em colapso e explode. Esses corpos são bastante densos, com uma massa maior que a do sol concentrada numa esfera com pouco menos de 30 km de diâmetro.
Quando as estrelas de nêutrons colidem, dão origem a um buraco, liberando grande quantidade de energia. O campo magnético das estrelas em colisão se organiza de tal maneira que se formam jatos com partículas que se movem quase na velocidade da luz. Esses jatos geram a emissão de raios gama.
"Pela primeira vez, conseguimos rodar a simulação para além da colisão e da formação do buraco negro”, afirmou Chryssa Kouveliotou, pesquisadora do Centro Marshall de Voo Espacial, nos EUA, uma das coautoras do estudo.
A simulação levou mais de seis semanas para ser feita, num grupo de computadores do Instituto Albert Einstein, em Potsdam, no Leste da Alemanha. O processo que ela descreve dura apenas 35 milésimos de segundo, cerca de um terço do tempo de um piscar de olhos.

NASA/AEI


terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Universo pode acabar em 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos


O Universo poderá desaparecer em cerca de 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos americanos e japoneses que questionam a teoria sobre a expansão permanente espaço-tempo.
"É improvável que o Universo acabe durante nossa vida, mas há 50% de possibilidade de que o tempo tenha um final em cerca de 3,7 bilhões de anos", assinalaram os cientistas.
Na opinião deste grupo de cientistas, certos métodos e hipóteses utilizados há muito tempo pelos astrofísicos, e seu recurso a um limite arbitrário para o tempo com o qual calculam as probabilidades de um universo de expansão infinita, levam de fato à conclusão de que o tempo terá um fim.
"Em outras palavras, este limite de tempo, considerado unicamente como ferramenta de cálculo estatístico, se comporta de fato como um evento físico real", explica Raphael Bousso, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), um dos autores do estudo, publicado no site arXiv.org.
"Se esta conclusão não é correta, significa que uma das hipóteses do modelo matemático é errada, o que seria extremamente interessante para os astrofísicos, que durante tanto tempo a consideraram muito razoável."
"É muito importante compreender que não afirmamos nossa certeza sobre esta conclusão de que o tempo terá um fim, mas não podemos excluir a possibilidade de que isto ocorra", destacou Bousso.
Segundo a teoria amplamente aceita, o Universo nasceu do Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos, e se expande a uma velocidade que se acelera exponencialmente e até o infinito.

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 A exploração de Marte é um dos maiores desafios da humanidade. À medida que nos aproximamos da possibilidade de enviar humanos para o Plane...